um homem dança diante de uma vitrine
o homem me mostra o que não tive olhos pra ver em trinta e poucos anos de existência - as sutilezas dos momentos de alegria. torrentes de bem-estar indefinível. quase impossível. gozo. será felicidade?
ele externa em seu corpo que dobra sem regras, sem pernas, sem braços, nem intenções maliciosas o que pulsa, o que venta, o que ultrapassa sua razão oculta há tempos.
ele me salva e me cega num só momento.
me vejo pequena, absurda e...diante dele. pena não tê-lo visto antes!
evitei tanto enxergá-lo. me perdi vigiando atitudes "indecentes", tentando entender o que na verdade desejava sentir.
mas adiante serei eu, ele - meu sonho de consumo.
estive tão engessada...
ah!...coisas de um passado quase presente mas sentido distante.
tenho vivido dozes meses por dia nos últimos dez do ano corrente.
e agora?
essa felicidade diária que me persegue...
não entendo bem de felicidade.
o homem me mostra o que não tive olhos pra ver em trinta e poucos anos de existência - as sutilezas dos momentos de alegria. torrentes de bem-estar indefinível. quase impossível. gozo. será felicidade?
ele externa em seu corpo que dobra sem regras, sem pernas, sem braços, nem intenções maliciosas o que pulsa, o que venta, o que ultrapassa sua razão oculta há tempos.
ele me salva e me cega num só momento.
me vejo pequena, absurda e...diante dele. pena não tê-lo visto antes!
evitei tanto enxergá-lo. me perdi vigiando atitudes "indecentes", tentando entender o que na verdade desejava sentir.
mas adiante serei eu, ele - meu sonho de consumo.
estive tão engessada...
ah!...coisas de um passado quase presente mas sentido distante.
tenho vivido dozes meses por dia nos últimos dez do ano corrente.
e agora?
essa felicidade diária que me persegue...
não entendo bem de felicidade.


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