Monday, May 21, 2007

Esse texto é uma canção de amor partido.
É mínimo se comparado ao máximo que escrevestes em teus dias, e em minha homenagem.
Esse texto é uma canção e tem o som do silêncio, sinônimo de respeito, gratidão, carinho...
A canção é leve como seu nome, que sopra, que venta.
Foi assim que saístes dessa densidade, como bolhas de sabão, flutuando transparente e se integrando à beleza da vida. Eterna!
Prolongue-se entre as frondosas mangueiras dessa antiga colônia japonesa à qual freqüento para que eu te sinta em meu rosto, em meus cabelos. E para que alimente em meu coração este amor inteiro.

Wednesday, December 06, 2006

um homem dança diante de uma vitrine
o homem me mostra o que não tive olhos pra ver em trinta e poucos anos de existência - as sutilezas dos momentos de alegria. torrentes de bem-estar indefinível. quase impossível. gozo. será felicidade?
ele externa em seu corpo que dobra sem regras, sem pernas, sem braços, nem intenções maliciosas o que pulsa, o que venta, o que ultrapassa sua razão oculta há tempos.
ele me salva e me cega num só momento.
me vejo pequena, absurda e...diante dele. pena não tê-lo visto antes!
evitei tanto enxergá-lo. me perdi vigiando atitudes "indecentes", tentando entender o que na verdade desejava sentir.
mas adiante serei eu, ele - meu sonho de consumo.
estive tão engessada...
ah!...coisas de um passado quase presente mas sentido distante.
tenho vivido dozes meses por dia nos últimos dez do ano corrente.
e agora?
essa felicidade diária que me persegue...
não entendo bem de felicidade.

Thursday, November 30, 2006

foto, foco, foto, foco,...
centro agora sinto dentro o foco.
preciso dele e ele me precisa.
o louco vê a porta aberta e sorri por conferir sua insanidade crônica e leal.
agora o foco é sair da foto pra vida real.
atingido por bala perdida o louco esperou o tempo demente passar,
o tempo decente voar.
removeu, aos berros, o projétil,
quase foi ao inferno de tanta dor.
com mãos-de-tesoura acariciou a raiz do mal,
coçou os olhos pra não mais visualizar o rosto (ama)_do marginal.
o que lhe restou?
sua própria voz lhe dizendo: agora vai.
foi?
foi.
mas ela está lá - bela cicatriz.

Sunday, November 19, 2006

essa paz que me domina é a mesma que me mata.
não quero ser perfume que fica um tempo em seu corpo e depois passa.
nada sei sobre o amor, esse do qual as pessoas fogem.
só daquele que faz alarde, que se supera e se expõe. que morde.
q u e r o s e r a m o r d i d a!
nunca de
volta e meia me deparo com pessoas estranhas no meu convívio.
não entendo do que falam, o que sentem, o que sonham...
língua estranha!
ouço, atenta, os murmúrios do meu coração e isso me basta.
a culpa não fica por que estou salva por minha verdade bendita.
essa que às vezes se transforma, mas enquanto aflita é a verdade da hora.
os ferrolhos se abriram e me trancaram nesse absurdo de mundo.
mundana. humana é o que sou.
e se sou...estou, não é mesmo?
não sou de plástico.
sou de carne, de cravo, de ronchas, de rugas, de olhos inchados, de cabelos assanhados, de calos nos dedos, de pelos nos braços, nas pernas, nos seios, nos olhos, no alto, no piso, nos meios.
acordo nua.
e desejo minha nudez perto da sua.
o louco surtou ou não sei o que!

Saturday, November 18, 2006

eletri ficados
soltos, o duo, corpos em movimento
e uma estatificada.
às três da madrugada
tudo e nada
os três personagem de uma mesma história
sem glória, mas apaixonante.
homem e mulheres abraçados por urtigas gigantes.
febre e ritmo
esperando pelo nada às três da madrugada.
vermelhos, suados, queimados, mas de braços dados.
um tudo que lembraremos no futuro quando este for nada.

Thursday, November 16, 2006

nada de recortes, de romances
não foi visão, nem transe

nunca imaginei
ele
um bouquet
sem mesmo o conhecer
me apaixonei, porque...
as flores,
vivendo nas cores mortas do beco escuro...
foi tudo tão...
ele surgiu,
e me viu com seus olhos de juventude.

- oh! meu rapaz o mundo revelou-se imenso.
ele me ensinou tanto naqueles segundos
em que esbarrei em sua beleza
quando vinha dormente de incertezas, de mim mesma.

em seu percurso-reta,
sem desvio
eu

- lindo menino!
bem-vindo sejas
antes tarde do que nunca
só pra me dizer:
- me escuta!
- essas flores a vida mandou pra você.

juro que ouvi!

e ele mudo
sem alarde
com um sorriso nos lábios
naquele começo de tarde
sumiu pelo jardim

Sunday, November 12, 2006

surpresa
linda
surpresa
cuidado
surpresa
medo
surpresa
dor
surpresa
desespero
surpresa
chôro
surpresa
alívio ou não.
não sei.
como saber?
se você não diz nada!